4 de abr de 2013

Meu mundo sou eu... Um universo só meu...



Hoje olhei para o céu (raramente faço isso), e vi poucas estrelas brilhar... Meu falecido avô em sua peculiar sábia filosofia dizia que céu sem estelas é sinal de chuva... E na manhã seguinte o dia amanhecia chuvoso (isso acontecia no sertão da Bahia onde ele nem se quer sabia o que era poluição)... Para os poetas e apaixonados o céu estrelado serve como inspiração... Mas o céu hoje pra mim é só mais um céu... De poucas estrelas sem nenhum significado.
Hoje o céu é apenas um questionamento: em que “universo” eu vivo afinal?!
Criei um universo só meu ou ele já existia? Se o universo é meu por que as minhas estrelas não brilham? E quando brilham, por qual motivo? Não me lembro de ter ascendido à luz... Talvez sim, poderia tê-la apagado e nem percebi.
Em meio a outras pessoas me senti sozinha, por que talvez em breve instantes eu percebesse que em segundos não falávamos mais a mesma língua... Seres da mesma espécie, mas diferentes: Sentimentos, dores, frustrações, cores, água, vinho... Sabores, dessabores... Amores e desamores.
Estranha agonia... Minha agonia me deu medo... E ninguém mais ali percebeu...

Será que tem um lugarzinho pra mim no céu? Não sou estrela, nem planeta, mas busco um lugar nesta vastidão... Jaz que solitária aqui estou... Sozinha por que sou única... Sou eu... Não há outra igual a mim... Sozinha porque o que eu sinto, sinto só... O que eu penso, penso só... E acredito ser a única que me aceito do jeito que eu sou afinal me encontro, me desencontro, me condeno, me absolvo, aprendo e desaprendo... E com tudo me aceito...

Senhor céu, tem um lugarzinho ai pra mim? Quem sabe ai do alto, alguém em uma noite como essa ao olhar-te, me veja em meio essas poucas estrelas que brilham...
Céu... Céu... Tem um lugarzinho ai pra mim?
Quem sabe em meio a uma poesia triste, um poeta olhe pra ti, e por sorte ele me veja e me recite em suas poesias... Ou quem sabe um casal apaixonado me veja, e eu me transforme em uma estrela cadente e lhes inspire que seja em uma simples ilusão de um pedido... Que eu não seja uma estrela, mas um planeta que abrigasse o pequeno príncipe onde todos os dias ele regue uma pequena flor... Que eu fosse apenas um satélite até que um dia se perca da NASA e se transforme em apenas um lixo espacial...  Poderia ser eu a lua com suas fases...
Seria o que os olhos vissem ou não, mas seria algo longe daqui...
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4 de abr de 2013

Meu mundo sou eu... Um universo só meu...



Hoje olhei para o céu (raramente faço isso), e vi poucas estrelas brilhar... Meu falecido avô em sua peculiar sábia filosofia dizia que céu sem estelas é sinal de chuva... E na manhã seguinte o dia amanhecia chuvoso (isso acontecia no sertão da Bahia onde ele nem se quer sabia o que era poluição)... Para os poetas e apaixonados o céu estrelado serve como inspiração... Mas o céu hoje pra mim é só mais um céu... De poucas estrelas sem nenhum significado.
Hoje o céu é apenas um questionamento: em que “universo” eu vivo afinal?!
Criei um universo só meu ou ele já existia? Se o universo é meu por que as minhas estrelas não brilham? E quando brilham, por qual motivo? Não me lembro de ter ascendido à luz... Talvez sim, poderia tê-la apagado e nem percebi.
Em meio a outras pessoas me senti sozinha, por que talvez em breve instantes eu percebesse que em segundos não falávamos mais a mesma língua... Seres da mesma espécie, mas diferentes: Sentimentos, dores, frustrações, cores, água, vinho... Sabores, dessabores... Amores e desamores.
Estranha agonia... Minha agonia me deu medo... E ninguém mais ali percebeu...

Será que tem um lugarzinho pra mim no céu? Não sou estrela, nem planeta, mas busco um lugar nesta vastidão... Jaz que solitária aqui estou... Sozinha por que sou única... Sou eu... Não há outra igual a mim... Sozinha porque o que eu sinto, sinto só... O que eu penso, penso só... E acredito ser a única que me aceito do jeito que eu sou afinal me encontro, me desencontro, me condeno, me absolvo, aprendo e desaprendo... E com tudo me aceito...

Senhor céu, tem um lugarzinho ai pra mim? Quem sabe ai do alto, alguém em uma noite como essa ao olhar-te, me veja em meio essas poucas estrelas que brilham...
Céu... Céu... Tem um lugarzinho ai pra mim?
Quem sabe em meio a uma poesia triste, um poeta olhe pra ti, e por sorte ele me veja e me recite em suas poesias... Ou quem sabe um casal apaixonado me veja, e eu me transforme em uma estrela cadente e lhes inspire que seja em uma simples ilusão de um pedido... Que eu não seja uma estrela, mas um planeta que abrigasse o pequeno príncipe onde todos os dias ele regue uma pequena flor... Que eu fosse apenas um satélite até que um dia se perca da NASA e se transforme em apenas um lixo espacial...  Poderia ser eu a lua com suas fases...
Seria o que os olhos vissem ou não, mas seria algo longe daqui...
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