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Terça-feira, Maio 15, 2012

Você se conhece verdadeiramente?




Às vezes me ponho a pensar se nos conhecemos verdadeiramente, ou se criamos pra nós aquela bela imagem de Narciso, imagem que queremos que todos vejam e aceitem.
Em muitos momentos de nossas vidas, nos surpreendemos com nossos próprios gestos e atitudes, e nos questionamos, a menos que sejamos completamente cegos em relação a nós mesmos, e que tenhamos para nós a mesma visão enganosa que por vezes tentamos passar aos outros, digo isso por que pior que passar imagem enganosa aos outros, é sem dúvida ter uma visão enganosa de si mesmo. E mais, se formos sinceros com o nosso íntimo, perceberemos que não é possível exigir, cobrar, impor que as pessoas que nos rodeiam nos conheçam como realmente somos.
Alguns seres humanos são verdadeiramente aquilo que faz quando não tem ninguém vendo, quando não há plateia, então podem fingir que também não viu seus atos, gestos, e ignorar até seus pensamentos podres, plantando assim em sua mente e posteriormente externando aos que o rodeiam aquela bela imagem, na qual passam a acreditar e quer que todos vejam, e acreditem.
Não podemos exigir dos outros, o que não conseguimos de nós mesmos!
Engolimos sem mastigar nossos erros, defeitos, pensamentos, enfim todas as nossas tendências inferiores, e aí, sem que nós mesmos pudéssemos digerir tudo isso, colocamos a bela máscara de meiguice, doçura, sinceridade, amor mútuo, fé verdadeira, enfim aquela tal imagem que queremos passar adiante e exigir inescrupulosamente que todos a aceitem e admirem!
Enquanto a humildade não fizer parte integra da alma, do seu íntimo, não é possível que se reconheça verdadeiramente! Enquanto nos colocamos pra nós como seres perfeitos e detentores de todas as virtudes, não podemos nos conhecer e muito menos querer que nos conheçam!
Podemos não atingir a perfeição, mas podemos melhorar muito se buscarmos a sinceridade para conosco, e depois para com os nossos.


Segunda-feira, Março 26, 2012

Tempo: Viver para recordar.


Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.
(Fernando Pessoa)

 
A vida é cheio de declínios.
São tantos altos e baixos, um dia você sorrir, no outro você chora, coisas boas acontecem, às vezes não... E com tudo vai se formando aquele turbilhão de sentimentos, é como um copo que vai se enchendo de gota em gota, até que ultima faz toda água transbordar, assim somos quando chegamos a certos limites, então só nos resta chorar, seja de felicidade, de tristeza, emoção...  Colocar pra fora tudo que nos consome, nos deprime, nos deixa triste... Esvaziar-se de sentimentos ruins é a melhor receita para se sentir bem.
Não há como fugir das dores, das frustrações... Não há como não deixar-se abater às vezes por algo ou alguém que nos magoa.
Nem tudo é perfeito, nem tudo é da forma que queremos que seja... Não existe passe de mágicas quando se quer tanto algo e este algo está longe do nosso alcance, mas existem outros rumos, outros caminhos para que possamos trilhar, para que possamos chegar naquilo que tanto almejamos: A FELICIDADE.
Eu não tenho pressa, quero viver cada momento como se fosse o ultimo, e se o tempo corre, passa depressa, não se pode sentir a essência do viver, da vida, seu significado e sua beleza do momento.
Até mesmo os dias tristes devem demorar passar, assim temos tempo de aprender com a tristeza, aprender lhe dar com ela.
Procuramos o tempo todo preencher espaços, nem sempre uma pausa quando se está procurando ser feliz é bom... Entre um espaço e outro que nos colocam, inevitavelmente sempre surge algo para preenchê-lo... É a busca incessante do ser humano pela felicidade... Naturalmente quando não se consegue por um caminho, segue-se por outro... Felicidade não se espera chegar, corremos atrás dela, mas não corra contra o tempo... Viva o tempo, sinta o tempo, tome o tempo como aliado, pois há tempo para amar, ser feliz, chorar, crescer... E o tempo passa, deixam marcas, saudades, lembranças, mas isso só acontece quando sabemos viver no tempo certo. Viver é recordar! Você só se recorda daquilo que você vive! E eu vivo cada momento! Se amanhã eu tenho que recordar um dia triste, não importa, haverá outros amanhãs para recordar dias felizes! Afinal dias melhores virão, tudo é questão de tempo!

Ouvindo:
 

Segunda-feira, Janeiro 23, 2012

Fica comigo ou me deixe ir...


Não sei por que razão, mas ultimamente sinto uma necessidade de estar ao seu lado...
Será isso amor?
Será isso paixão?
Quando fecho os olhos é o teu rosto que me vem na lembrança...
Teu sorriso...
Teu olhar de desejo.
Meu desejo, meu anseio... Seus devaneios... Meus devaneios ocultos...
Limito-me em não dizer mais nada...
Será que adiantará eu fugir de ti?
Não... Não... Para aonde eu for levarei você comigo em minhas lembranças...
Que sentimento é esse?
Será amor, será paixão?
Será a dor de um inicio de uma saudade sem fim...
Será eu dando adeus a chance de me descobrir?
Acho que seria simplesmente medo de amar, de me entregar... De querer... Do não querer... De sofrer... De magoar... Magoar-me...
... E ter a certeza de que você não me quer para ser eternamente sua mulher...
Quer saber? Vou mentir pra mim mesma quando eu disser que não sou louca por você, meu amor...

Ouvindo: Jorge Vercillo - Sensivel demais

 

Sexta-feira, Janeiro 06, 2012

Benedita Lima Da Silva (Mãe Ditinha)

 
O que dizer?
Neste momento conturbado o que dizer se de nada valerá?
O que são palavras diante os sentimentos verdadeiros?
Sentimentos, não se medem, não tem peso nem medida, sentimento é sentimento.
O amor é um sentimento, e amor se sente e nada mais.
Aproveito este espaço não para falar dos meus sentimentos de dores, culpas, magoas tristezas... E sim para falar do amor que uma mulher despertou em mim por ela.
Para falar que independente de qualquer coisa, situação, controversas, desapegos... Quando se existe amor de verdade, ele nunca se acabará.


Há 17 anos eu conheci Dona Benedita Lima da Silva, uma mulher de fibra, guerreira, amável, boa esposa, boa mãe, avó. Uma mulher capaz de despertar naqueles que a cercava a ânsia de querer estar sempre perto dela. Com ela, junto às filhas e meu irmão comecei a minha vida espiritual dentro da Umbanda. Uma época gostosa de lembrar.
Em todos os momentos festivos ou não estávamos sempre todos juntos... Quando chegavam o fim de semana e meu irmão dizia que íamos a casa dela, para mim era motivo de alegria, por vê-la e também por que eu ia saborear aquela comida que só ela sabe fazer... hummm que tempero maravilhoso.
Falando em tempero, lembrei-me agora que quando ela mudou-se para Bertioga, passei 15 dias de férias na casa dela, e ela fez uma abobrinha que até hoje nunca esqueci, passou-se um ano depois, eu estava gravida e certa vez ela veio passar um fim de semana em Guarulhos e comentei com ela sobre aquela delicia que eu tinha saboreado em minhas férias em sua casa. Vocês acreditam que no dia seguinte ela fez pra mim? Lembra mãe Ditinha? Eu lembro, lembro como se fosse hoje. Lembro por que quando amamos uma pessoa de verdade só guardamos coisas boas dela, boas lembranças, e nunca permitimos que desavenças destrua esse amor.
Quatro meses depois perdi meu bebê, e quando eu estive de volta ao terreiro choramos juntas, na gira de êre, lembra? Eu nunca vou esquecer! Isso faz oito anos!
É isso mesmo pessoal, de Dona Benedita Lima da silva, já há alguns anos passou a ser Mãe Ditinha, minha mãe de santo. Baba de Umbanda do templo de Umbanda Fé, Esperança e Caridade, Pai Xangô e Iemanjá, onde dei continuidade a minha caminhada na fé. Afinal, quem disse que eu queria ficar longe dela? Onde ela estava eu ia junto.
Mãe Ditinha lembra quando a senhora ainda estava morando no litoral Norte, o Claudio, Bia, Edvan e eu pintamos todo o terreiro, e quando a senhora chegou se emocionou, e no fim dos trabalhos fizemos uma linda homenagem à senhora? Foi lindo, emocionante... Mãe, sabe o que é isso? É amor!
Permita-me ainda te chamar de mãe? Posso?
Eu não sei ser perfeita, nem sei se quero ser, mas sei do que sinto e o que sinto por está mulher é incondicional, sem peso, sem medida, sem tamanho... Acreditem se quiser, mas eu a amo sim! De um jeito torto? Talvez! Não sou perfeita, ninguém é. Ajo de forma arredia às vezes? Sim! Quem não age?
De hoje em diante não sei como será a minha vida longe de tudo que vivi com ela ou longe dela, mas sei que trarei sempre comigo em minhas lembranças a nossa história, nossas alegrias, risos, momentos inesquecíveis, marcantes e o mais essencial o que sempre senti por ela.
Talvez alguns vejam esta postagem como um arrependimento, um pedido de desculpas, perdão... Não! Não é isso! Por mais que eu tenha errado ou não, uma palavra lançada é como uma flecha, nunca volta atrás... Portanto uma vez que magoamos uma pessoa ou nos magoam fica a dor e cabe o tempo apagar. O que eu quis mesmo é deixar bem claro que dos meus sentimentos só eu sei, só eu sinto... Que passe o tempo que passar, eu continuarei amando esta mulher independente de qualquer coisa, afinal o amor é isso!
Dói em mim ficar longe daquele chão sagrado em que ela cuida com tanto amor... Infelizmente sou erva daninha e não quero mais fazer mal a ninguém.
Peço perdão sim, se por alguma razão não superei as expectativas, se é que um dia alguém teve alguma expectativa em relação a mim...

Qual o filho que nunca desapontou uma mãe, e qual a mãe que nunca desapontou um filho? E por isso não existe amor?
É mãe Ditinha, eu cresci, e acho que me tornei mais amarga, mais insensível, irresponsável, rebelde, intolerante, perdi um pouco mais de minha doçura... Errei muito, mas muito mesmo, muita coisa mudou em mim, mas meu amor pela senhora jamais.
Te amo! Te amo sim, com todas as letras! E declaro isso abertamente custe o que custar!
Te amo!

Terça-feira, Dezembro 20, 2011

Desalento

Senti uma pontinha de medo...
Um medo que me esfriou a alma...sim a alma...
Uma sensação de que voltaria a ser sozinha...
De voltar a escuridão sem ter mais aquela luz que ilumina os meus dias...
Insonia, noite quente...
onde está meu anjo que não vem me socorrer?
Não! Não se afaste de mim...
Não leve consigo meu sorriso, meu suspiro, meu lindo amanhecer...
Aconteça o que acontecer... meu anjo, eu preciso de você!

Terça-feira, Maio 15, 2012

Você se conhece verdadeiramente?




Às vezes me ponho a pensar se nos conhecemos verdadeiramente, ou se criamos pra nós aquela bela imagem de Narciso, imagem que queremos que todos vejam e aceitem.
Em muitos momentos de nossas vidas, nos surpreendemos com nossos próprios gestos e atitudes, e nos questionamos, a menos que sejamos completamente cegos em relação a nós mesmos, e que tenhamos para nós a mesma visão enganosa que por vezes tentamos passar aos outros, digo isso por que pior que passar imagem enganosa aos outros, é sem dúvida ter uma visão enganosa de si mesmo. E mais, se formos sinceros com o nosso íntimo, perceberemos que não é possível exigir, cobrar, impor que as pessoas que nos rodeiam nos conheçam como realmente somos.
Alguns seres humanos são verdadeiramente aquilo que faz quando não tem ninguém vendo, quando não há plateia, então podem fingir que também não viu seus atos, gestos, e ignorar até seus pensamentos podres, plantando assim em sua mente e posteriormente externando aos que o rodeiam aquela bela imagem, na qual passam a acreditar e quer que todos vejam, e acreditem.
Não podemos exigir dos outros, o que não conseguimos de nós mesmos!
Engolimos sem mastigar nossos erros, defeitos, pensamentos, enfim todas as nossas tendências inferiores, e aí, sem que nós mesmos pudéssemos digerir tudo isso, colocamos a bela máscara de meiguice, doçura, sinceridade, amor mútuo, fé verdadeira, enfim aquela tal imagem que queremos passar adiante e exigir inescrupulosamente que todos a aceitem e admirem!
Enquanto a humildade não fizer parte integra da alma, do seu íntimo, não é possível que se reconheça verdadeiramente! Enquanto nos colocamos pra nós como seres perfeitos e detentores de todas as virtudes, não podemos nos conhecer e muito menos querer que nos conheçam!
Podemos não atingir a perfeição, mas podemos melhorar muito se buscarmos a sinceridade para conosco, e depois para com os nossos.


Segunda-feira, Março 26, 2012

Tempo: Viver para recordar.


Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.
(Fernando Pessoa)

 
A vida é cheio de declínios.
São tantos altos e baixos, um dia você sorrir, no outro você chora, coisas boas acontecem, às vezes não... E com tudo vai se formando aquele turbilhão de sentimentos, é como um copo que vai se enchendo de gota em gota, até que ultima faz toda água transbordar, assim somos quando chegamos a certos limites, então só nos resta chorar, seja de felicidade, de tristeza, emoção...  Colocar pra fora tudo que nos consome, nos deprime, nos deixa triste... Esvaziar-se de sentimentos ruins é a melhor receita para se sentir bem.
Não há como fugir das dores, das frustrações... Não há como não deixar-se abater às vezes por algo ou alguém que nos magoa.
Nem tudo é perfeito, nem tudo é da forma que queremos que seja... Não existe passe de mágicas quando se quer tanto algo e este algo está longe do nosso alcance, mas existem outros rumos, outros caminhos para que possamos trilhar, para que possamos chegar naquilo que tanto almejamos: A FELICIDADE.
Eu não tenho pressa, quero viver cada momento como se fosse o ultimo, e se o tempo corre, passa depressa, não se pode sentir a essência do viver, da vida, seu significado e sua beleza do momento.
Até mesmo os dias tristes devem demorar passar, assim temos tempo de aprender com a tristeza, aprender lhe dar com ela.
Procuramos o tempo todo preencher espaços, nem sempre uma pausa quando se está procurando ser feliz é bom... Entre um espaço e outro que nos colocam, inevitavelmente sempre surge algo para preenchê-lo... É a busca incessante do ser humano pela felicidade... Naturalmente quando não se consegue por um caminho, segue-se por outro... Felicidade não se espera chegar, corremos atrás dela, mas não corra contra o tempo... Viva o tempo, sinta o tempo, tome o tempo como aliado, pois há tempo para amar, ser feliz, chorar, crescer... E o tempo passa, deixam marcas, saudades, lembranças, mas isso só acontece quando sabemos viver no tempo certo. Viver é recordar! Você só se recorda daquilo que você vive! E eu vivo cada momento! Se amanhã eu tenho que recordar um dia triste, não importa, haverá outros amanhãs para recordar dias felizes! Afinal dias melhores virão, tudo é questão de tempo!

Ouvindo:
 

Segunda-feira, Janeiro 23, 2012

Fica comigo ou me deixe ir...


Não sei por que razão, mas ultimamente sinto uma necessidade de estar ao seu lado...
Será isso amor?
Será isso paixão?
Quando fecho os olhos é o teu rosto que me vem na lembrança...
Teu sorriso...
Teu olhar de desejo.
Meu desejo, meu anseio... Seus devaneios... Meus devaneios ocultos...
Limito-me em não dizer mais nada...
Será que adiantará eu fugir de ti?
Não... Não... Para aonde eu for levarei você comigo em minhas lembranças...
Que sentimento é esse?
Será amor, será paixão?
Será a dor de um inicio de uma saudade sem fim...
Será eu dando adeus a chance de me descobrir?
Acho que seria simplesmente medo de amar, de me entregar... De querer... Do não querer... De sofrer... De magoar... Magoar-me...
... E ter a certeza de que você não me quer para ser eternamente sua mulher...
Quer saber? Vou mentir pra mim mesma quando eu disser que não sou louca por você, meu amor...

Ouvindo: Jorge Vercillo - Sensivel demais

 

Sexta-feira, Janeiro 06, 2012

Benedita Lima Da Silva (Mãe Ditinha)

 
O que dizer?
Neste momento conturbado o que dizer se de nada valerá?
O que são palavras diante os sentimentos verdadeiros?
Sentimentos, não se medem, não tem peso nem medida, sentimento é sentimento.
O amor é um sentimento, e amor se sente e nada mais.
Aproveito este espaço não para falar dos meus sentimentos de dores, culpas, magoas tristezas... E sim para falar do amor que uma mulher despertou em mim por ela.
Para falar que independente de qualquer coisa, situação, controversas, desapegos... Quando se existe amor de verdade, ele nunca se acabará.


Há 17 anos eu conheci Dona Benedita Lima da Silva, uma mulher de fibra, guerreira, amável, boa esposa, boa mãe, avó. Uma mulher capaz de despertar naqueles que a cercava a ânsia de querer estar sempre perto dela. Com ela, junto às filhas e meu irmão comecei a minha vida espiritual dentro da Umbanda. Uma época gostosa de lembrar.
Em todos os momentos festivos ou não estávamos sempre todos juntos... Quando chegavam o fim de semana e meu irmão dizia que íamos a casa dela, para mim era motivo de alegria, por vê-la e também por que eu ia saborear aquela comida que só ela sabe fazer... hummm que tempero maravilhoso.
Falando em tempero, lembrei-me agora que quando ela mudou-se para Bertioga, passei 15 dias de férias na casa dela, e ela fez uma abobrinha que até hoje nunca esqueci, passou-se um ano depois, eu estava gravida e certa vez ela veio passar um fim de semana em Guarulhos e comentei com ela sobre aquela delicia que eu tinha saboreado em minhas férias em sua casa. Vocês acreditam que no dia seguinte ela fez pra mim? Lembra mãe Ditinha? Eu lembro, lembro como se fosse hoje. Lembro por que quando amamos uma pessoa de verdade só guardamos coisas boas dela, boas lembranças, e nunca permitimos que desavenças destrua esse amor.
Quatro meses depois perdi meu bebê, e quando eu estive de volta ao terreiro choramos juntas, na gira de êre, lembra? Eu nunca vou esquecer! Isso faz oito anos!
É isso mesmo pessoal, de Dona Benedita Lima da silva, já há alguns anos passou a ser Mãe Ditinha, minha mãe de santo. Baba de Umbanda do templo de Umbanda Fé, Esperança e Caridade, Pai Xangô e Iemanjá, onde dei continuidade a minha caminhada na fé. Afinal, quem disse que eu queria ficar longe dela? Onde ela estava eu ia junto.
Mãe Ditinha lembra quando a senhora ainda estava morando no litoral Norte, o Claudio, Bia, Edvan e eu pintamos todo o terreiro, e quando a senhora chegou se emocionou, e no fim dos trabalhos fizemos uma linda homenagem à senhora? Foi lindo, emocionante... Mãe, sabe o que é isso? É amor!
Permita-me ainda te chamar de mãe? Posso?
Eu não sei ser perfeita, nem sei se quero ser, mas sei do que sinto e o que sinto por está mulher é incondicional, sem peso, sem medida, sem tamanho... Acreditem se quiser, mas eu a amo sim! De um jeito torto? Talvez! Não sou perfeita, ninguém é. Ajo de forma arredia às vezes? Sim! Quem não age?
De hoje em diante não sei como será a minha vida longe de tudo que vivi com ela ou longe dela, mas sei que trarei sempre comigo em minhas lembranças a nossa história, nossas alegrias, risos, momentos inesquecíveis, marcantes e o mais essencial o que sempre senti por ela.
Talvez alguns vejam esta postagem como um arrependimento, um pedido de desculpas, perdão... Não! Não é isso! Por mais que eu tenha errado ou não, uma palavra lançada é como uma flecha, nunca volta atrás... Portanto uma vez que magoamos uma pessoa ou nos magoam fica a dor e cabe o tempo apagar. O que eu quis mesmo é deixar bem claro que dos meus sentimentos só eu sei, só eu sinto... Que passe o tempo que passar, eu continuarei amando esta mulher independente de qualquer coisa, afinal o amor é isso!
Dói em mim ficar longe daquele chão sagrado em que ela cuida com tanto amor... Infelizmente sou erva daninha e não quero mais fazer mal a ninguém.
Peço perdão sim, se por alguma razão não superei as expectativas, se é que um dia alguém teve alguma expectativa em relação a mim...

Qual o filho que nunca desapontou uma mãe, e qual a mãe que nunca desapontou um filho? E por isso não existe amor?
É mãe Ditinha, eu cresci, e acho que me tornei mais amarga, mais insensível, irresponsável, rebelde, intolerante, perdi um pouco mais de minha doçura... Errei muito, mas muito mesmo, muita coisa mudou em mim, mas meu amor pela senhora jamais.
Te amo! Te amo sim, com todas as letras! E declaro isso abertamente custe o que custar!
Te amo!

Terça-feira, Dezembro 20, 2011

Desalento

Senti uma pontinha de medo...
Um medo que me esfriou a alma...sim a alma...
Uma sensação de que voltaria a ser sozinha...
De voltar a escuridão sem ter mais aquela luz que ilumina os meus dias...
Insonia, noite quente...
onde está meu anjo que não vem me socorrer?
Não! Não se afaste de mim...
Não leve consigo meu sorriso, meu suspiro, meu lindo amanhecer...
Aconteça o que acontecer... meu anjo, eu preciso de você!

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