16 de ago de 2011

Minha Umbanda querida!

Conheço muitas pessoas, tenho muitos amigos, mas nem todos me conhecem tão bem a ponto de saberem qual minha comida preferida, meu perfume, meu time do coração, muito menos a minha religião. Minha querida e amada religião.
Eu fui criada no catolicismo a qual tenho muito respeito, como também respeito todas as religiões.
A quem me perguntar qual a minha religião eu respondo com orgulho, sem preconceito ou medo de sofrer alguma discriminação. Poucos sabem que sou Umbandista, por que não uso a vaidade, não sou do tipo que pendura uma melancia no pescoço para chamar a atenção dos outros para a minha fé e no que acredito. Respeito minha religião de tal forma que não a relaciono às minhas redes sociais, nem convívio social, preservando-a de pessoas ignorantes que desconhece a verdadeira essência de ser espirita.
Minha religião consiste em praticar o bem, a caridade, o amor, ajudar a quem precisa. Minha personalidade, minhas falhas, minha conduta, não está relacionada à minha religião. Minha família, amigos, festas, também não estão relacionada a ela. A única coisa que está relacionada à minha religião é a minha fé, minha crença e a forma que eu a conduzo sem vaidades. Tenho uma vida social, profissional, pessoal e religiosa, onde não as misturo, pois para cada uma delas disponibilizo meu tempo, para cada uma delas me entrego de maneira singela e respeitosa.
Descobri minha mediunidade 17 anos atrás, apesar de que, desde criança aconteciam fatos comigo que só fui entender depois de conhecer o lado espiritual da vida, mas mesmo sem saber, já havia em mim uma entrega, uma satisfação por tudo àquilo que, no entanto ainda era um mistério para mim.
Quando eu ainda era uma criança, via a minha avó materna, ascendendo velas para São Cosme e São Damião. Faziam-se carurus com samba de roda ao som de pandeiro cantava-se para Cosme e Damião e na roda eu via pessoas dançando parecendo que estavam em transe, eu ficava paralisada, fixava meu olhar ingênuo cheio de encantos, tudo aquilo me chamava, mas eu não entendia o porquê e nem ao certo o que estava acontecendo ali.
Vou fazer 32 anos, aprendi muita coisa e sei que tenho muito mais a aprender para estar sempre firme e forte nesta minha caminhada sem fim.
Sei que muitos devem estar se perguntando o porquê de só agora eu resolver falar sobre minhas crenças, minha fé e minha religião, é simples, por que este foi meu único meio de expor o que eu estou sentindo neste momento sem ser censurada, interrompida, pois este espaço é meu e nele ninguém me mandará calar a boca. O que vai acontecer depois? Bom, estou preparada para tudo até mesmo se minha opinião não for respeitada. Se eu posso sofrer alguma retaliação diante do que colocarei aqui? Se assim for, seguirei de cabeça erguida e alma lavada.

A vida nos ensina. A religião nos ensina. Tudo em nossa vida é um aprendizado, cabe a nós tirarmos proveito do melhor para nosso aperfeiçoamento, porém, posso até estar errada, mas cheguei a uma conclusão de que vaidades e doutrinas inventadas podem nos tornar limitados. Por isso, deixo de lado as convenções sociais e crenças impostas no que fui até agora. O amanhã é construído hoje com o que quero de Novo pra mim. Vou reviver com minha velha roupagem, as quais me mostraram a verdadeira essência de tudo que nunca deixei de Ser: UMA UMBANDISTA.
O inicio, a criação, o que deu origem a Umbanda para mim é mais fortificante, sensato e persuasivo do que a modernização em que ela se encontra hoje, formando médiuns cheios de vaidades.
Aprendi a dar meus primeiros passos na religião guiada, por muita luz, humildade, simplicidade e cumplicidade com meus irmãos de fé, meus ensinamentos me dirigia a um caminho encantado mostrando como se faz a caridade e a importância de fazê-la. Aprendi que as “estrelas” são os orixás e que sua luz, são as entidades que vinham em terra ajudar aos necessitados e assim aperfeiçoariam sua evolução espiritual.
Engatinhei muito, até ficar de pé e começar a andar nesta infinita bondade chamada UMBANDA. O que no inicio me dava medo, logo fui mim descobrindo e descobrindo o quanto está energia positiva que parecia correr pelo meu corpo junto com meu sangue era gratificante. A pureza me fascinava, era uma magia inexplicável. Não eram só os pontos, o som dos atabaques, mas também toda conjuntura que ali se encontrava: Médiuns, guias, energia, alegria, satisfação, principalmente a SATISFAÇÃO.
Os tempos se passaram a essência ainda continua comigo, mas percebo que criaram uma UMBANDA inventada, modernizada, cheias de doutrinas incoerentes, diferente de tudo que ficou pra trás, do que ensinaram nossos PRETOS VELHOS, nossos CABOCLINOS DA JUREMA, as entidades estão perdendo seu lugar para médiuns cheios de vaidades, egocentrismo, narcisismo que se colocam como astros para a plateia aplaudirem. Médiuns que estão mais preocupados em satisfazerem seus caprichos em vez de se ocuparem em fazer o que a religião instrui e ensina: CARIDADE e HUMILDADE. Colocam-se em um pedestal, tornam-se arrogantes e dispersam tudo que deu origem a nossa linda e infinita UMBANDA. De quem é a culpa? Minha é que não é!
Fica aqui o meu desabafo!
Não perdi minha fé, não estou descrente. Acredito na Umbanda que tenho dentro de mim, essa ninguém pode mudar!
maleime minha mãe Oxum, mas somente vós sabes da minha dor neste momento!



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16 de ago de 2011

Minha Umbanda querida!

Conheço muitas pessoas, tenho muitos amigos, mas nem todos me conhecem tão bem a ponto de saberem qual minha comida preferida, meu perfume, meu time do coração, muito menos a minha religião. Minha querida e amada religião.
Eu fui criada no catolicismo a qual tenho muito respeito, como também respeito todas as religiões.
A quem me perguntar qual a minha religião eu respondo com orgulho, sem preconceito ou medo de sofrer alguma discriminação. Poucos sabem que sou Umbandista, por que não uso a vaidade, não sou do tipo que pendura uma melancia no pescoço para chamar a atenção dos outros para a minha fé e no que acredito. Respeito minha religião de tal forma que não a relaciono às minhas redes sociais, nem convívio social, preservando-a de pessoas ignorantes que desconhece a verdadeira essência de ser espirita.
Minha religião consiste em praticar o bem, a caridade, o amor, ajudar a quem precisa. Minha personalidade, minhas falhas, minha conduta, não está relacionada à minha religião. Minha família, amigos, festas, também não estão relacionada a ela. A única coisa que está relacionada à minha religião é a minha fé, minha crença e a forma que eu a conduzo sem vaidades. Tenho uma vida social, profissional, pessoal e religiosa, onde não as misturo, pois para cada uma delas disponibilizo meu tempo, para cada uma delas me entrego de maneira singela e respeitosa.
Descobri minha mediunidade 17 anos atrás, apesar de que, desde criança aconteciam fatos comigo que só fui entender depois de conhecer o lado espiritual da vida, mas mesmo sem saber, já havia em mim uma entrega, uma satisfação por tudo àquilo que, no entanto ainda era um mistério para mim.
Quando eu ainda era uma criança, via a minha avó materna, ascendendo velas para São Cosme e São Damião. Faziam-se carurus com samba de roda ao som de pandeiro cantava-se para Cosme e Damião e na roda eu via pessoas dançando parecendo que estavam em transe, eu ficava paralisada, fixava meu olhar ingênuo cheio de encantos, tudo aquilo me chamava, mas eu não entendia o porquê e nem ao certo o que estava acontecendo ali.
Vou fazer 32 anos, aprendi muita coisa e sei que tenho muito mais a aprender para estar sempre firme e forte nesta minha caminhada sem fim.
Sei que muitos devem estar se perguntando o porquê de só agora eu resolver falar sobre minhas crenças, minha fé e minha religião, é simples, por que este foi meu único meio de expor o que eu estou sentindo neste momento sem ser censurada, interrompida, pois este espaço é meu e nele ninguém me mandará calar a boca. O que vai acontecer depois? Bom, estou preparada para tudo até mesmo se minha opinião não for respeitada. Se eu posso sofrer alguma retaliação diante do que colocarei aqui? Se assim for, seguirei de cabeça erguida e alma lavada.

A vida nos ensina. A religião nos ensina. Tudo em nossa vida é um aprendizado, cabe a nós tirarmos proveito do melhor para nosso aperfeiçoamento, porém, posso até estar errada, mas cheguei a uma conclusão de que vaidades e doutrinas inventadas podem nos tornar limitados. Por isso, deixo de lado as convenções sociais e crenças impostas no que fui até agora. O amanhã é construído hoje com o que quero de Novo pra mim. Vou reviver com minha velha roupagem, as quais me mostraram a verdadeira essência de tudo que nunca deixei de Ser: UMA UMBANDISTA.
O inicio, a criação, o que deu origem a Umbanda para mim é mais fortificante, sensato e persuasivo do que a modernização em que ela se encontra hoje, formando médiuns cheios de vaidades.
Aprendi a dar meus primeiros passos na religião guiada, por muita luz, humildade, simplicidade e cumplicidade com meus irmãos de fé, meus ensinamentos me dirigia a um caminho encantado mostrando como se faz a caridade e a importância de fazê-la. Aprendi que as “estrelas” são os orixás e que sua luz, são as entidades que vinham em terra ajudar aos necessitados e assim aperfeiçoariam sua evolução espiritual.
Engatinhei muito, até ficar de pé e começar a andar nesta infinita bondade chamada UMBANDA. O que no inicio me dava medo, logo fui mim descobrindo e descobrindo o quanto está energia positiva que parecia correr pelo meu corpo junto com meu sangue era gratificante. A pureza me fascinava, era uma magia inexplicável. Não eram só os pontos, o som dos atabaques, mas também toda conjuntura que ali se encontrava: Médiuns, guias, energia, alegria, satisfação, principalmente a SATISFAÇÃO.
Os tempos se passaram a essência ainda continua comigo, mas percebo que criaram uma UMBANDA inventada, modernizada, cheias de doutrinas incoerentes, diferente de tudo que ficou pra trás, do que ensinaram nossos PRETOS VELHOS, nossos CABOCLINOS DA JUREMA, as entidades estão perdendo seu lugar para médiuns cheios de vaidades, egocentrismo, narcisismo que se colocam como astros para a plateia aplaudirem. Médiuns que estão mais preocupados em satisfazerem seus caprichos em vez de se ocuparem em fazer o que a religião instrui e ensina: CARIDADE e HUMILDADE. Colocam-se em um pedestal, tornam-se arrogantes e dispersam tudo que deu origem a nossa linda e infinita UMBANDA. De quem é a culpa? Minha é que não é!
Fica aqui o meu desabafo!
Não perdi minha fé, não estou descrente. Acredito na Umbanda que tenho dentro de mim, essa ninguém pode mudar!
maleime minha mãe Oxum, mas somente vós sabes da minha dor neste momento!



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