2 de ago de 2010

Efêmero



Discutindo com o homem que mais amou, ela reluta em acreditar que ele esteja sendo sincero depois de tudo que ele a fez sofrer: “faça-me um favor, não me procure, nem me ligue mais”. Enfurecida ela desliga o telefone.
 Exausta depois de um dia de trabalho deita em sua cama ao deitar sente um vazio enorme sente necessidade de preenchê-lo, mas o cansaço a vence e ela cai no sono profundo. Começa a sonhar. Sonha com ele e sente que o vazio está preste a se acabar, ele chega de mansinho e lhe abraça a toma em seus braços e sussurra em seu ouvido: “eu te amo”
Algo ainda lhe incomoda, seu sono é tão profundo que tenta, mas não consegue acordar. Ela fixa seus olhos nos olhos dele e o procura, mas não o encontra não da forma que sempre o viu. Tenta senti-lo, ele toca em seu peito, seu coração acelerado bate, sem saber por que razão ela começa a ficar tremula. Ele segura sua mão e diz: “calma, estou aqui”.
Ela leva sua mão no rosto dele e o a caricia, procurando entender a sua presença, o seu estado desesperador e o “amor platônico” que naquele momento invadia a sua consciência desvairada. Era tudo muito confuso, havia um abismo dentro de si, ela queria dizer algo, mas ele a interrompe com um beijo, impedindo assim ela dizer o que estava sentindo, como se ele já soubesse ou como se a todo o momento quisesse adivinhar. Foi um longo beijo, mas no seu pensamento ficou a duvida se tudo aquilo era real, fechou os olhos e se rendeu aos beijos dele em busca de preencher aquele vazio que a angustiava se rendeu aos seus abraços sem saber o motivo daquele espaço, ela queria descobrir se era a ausência dele que lhe fazia mal.
Ela não conseguia acordar, parecia real, aquele vazio que ela sentia era um vazio de doer e lhe fazia tremer, a deixava sem forças, mas ele estava ali com ela, lhe dizendo palavras doces, ele estava em seu sonho e foi por sonhar de mais que ela sofreu ao perdê-lo. O tempo todo ele estava ali ao seu lado, ela só não conseguia entender o porquê de não senti-lo.
Ainda muito confusa deita em seu colo, ele acaricia seus cabelos como costumava fazer antes de ir embora, deslizava suas mãos em suas costas e seu toque sutil a levava a delírios de prazer. Ela necessitava que algo em si fosse preenchido e ele estava ali trazendo de volta o que ela achou ter perdido devolvendo o que ela acreditou um dia ser seu: O amor dele
A noite era longa e no céu estavam às estrelas que um dia foi contemplado por eles, naquele momento de êxtase ele a todo o momento se preocupava em não deixar lacunas e reparar cada ferida aberta e ela ali querendo incessantemente ser completada.
 Por horas se amaram, mas nela ainda havia a sensação de um “amor platônico” muito vago e incompreensivo. Depois de tudo que aconteceu entre eles, mesmo com todos os motivos que os levaram a separação eles estavam ali juntinhos: ele devolvendo o que ela achou ter perdido e ela recebendo tudo com fervor na ânsia de se preencher por completa. Ele chegou de mansinho, sorrateiramente e lhe envolveu com suas juras de amor eterno e ela se entregou sem pensar, sem sentir, sem hesitar em busca de uma resposta ou a solução para seu imenso vazio.
A todo o momento ela permanece em silêncio, tremula... Ele a olha com ternura e diz: “vou cuidar de você.” Ela esboça um sorriso, quase que não acreditando naquilo tudo.
O dia amanheceu e ele a surpreende levando o café na cama com delicias que ela adora.
 Convicta do que estava sentindo ela quebra o silêncio e tenta falar:
“Preciso te dizer algo.”
Antes mesmo de continuar ele a interrompeu:
“Não fale agora. Você precisa se alimentar!”
Quando ele levava uma deliciosa torrada com geléia à boca dela, ela acordou.

 Ela acordou com o mesmo vazio, um vazio de doer o estomago, devido o cansaço ela foi dormir com fome. Levantou foi à cozinha e lá conseguiu acabar com seu tormento.
Recordando o sonho que teve, rindo pra si mesma chegou à conclusão que, sua necessidade era de comer algo e saciar sua fome e que daquele sujeito prepotente, que sempre achou que podia brincar com seus sentimentos, ela já estava cheia e farta
Saiu para o seu trabalho com uma única certeza: Nunca mais iria dormir de estomago vazio
 Ah, aquele amor? Ele já era. Acabou. Ela não sentia mais nada. Todo amor e toda dor foi passageira.

P.S:

“O maior favor que se pode prestar a uma semente é enterrá-la”
Augusto Cury

Ouvindo: Tatuagem- Marjorie Estiano 

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2 de ago de 2010

Efêmero



Discutindo com o homem que mais amou, ela reluta em acreditar que ele esteja sendo sincero depois de tudo que ele a fez sofrer: “faça-me um favor, não me procure, nem me ligue mais”. Enfurecida ela desliga o telefone.
 Exausta depois de um dia de trabalho deita em sua cama ao deitar sente um vazio enorme sente necessidade de preenchê-lo, mas o cansaço a vence e ela cai no sono profundo. Começa a sonhar. Sonha com ele e sente que o vazio está preste a se acabar, ele chega de mansinho e lhe abraça a toma em seus braços e sussurra em seu ouvido: “eu te amo”
Algo ainda lhe incomoda, seu sono é tão profundo que tenta, mas não consegue acordar. Ela fixa seus olhos nos olhos dele e o procura, mas não o encontra não da forma que sempre o viu. Tenta senti-lo, ele toca em seu peito, seu coração acelerado bate, sem saber por que razão ela começa a ficar tremula. Ele segura sua mão e diz: “calma, estou aqui”.
Ela leva sua mão no rosto dele e o a caricia, procurando entender a sua presença, o seu estado desesperador e o “amor platônico” que naquele momento invadia a sua consciência desvairada. Era tudo muito confuso, havia um abismo dentro de si, ela queria dizer algo, mas ele a interrompe com um beijo, impedindo assim ela dizer o que estava sentindo, como se ele já soubesse ou como se a todo o momento quisesse adivinhar. Foi um longo beijo, mas no seu pensamento ficou a duvida se tudo aquilo era real, fechou os olhos e se rendeu aos beijos dele em busca de preencher aquele vazio que a angustiava se rendeu aos seus abraços sem saber o motivo daquele espaço, ela queria descobrir se era a ausência dele que lhe fazia mal.
Ela não conseguia acordar, parecia real, aquele vazio que ela sentia era um vazio de doer e lhe fazia tremer, a deixava sem forças, mas ele estava ali com ela, lhe dizendo palavras doces, ele estava em seu sonho e foi por sonhar de mais que ela sofreu ao perdê-lo. O tempo todo ele estava ali ao seu lado, ela só não conseguia entender o porquê de não senti-lo.
Ainda muito confusa deita em seu colo, ele acaricia seus cabelos como costumava fazer antes de ir embora, deslizava suas mãos em suas costas e seu toque sutil a levava a delírios de prazer. Ela necessitava que algo em si fosse preenchido e ele estava ali trazendo de volta o que ela achou ter perdido devolvendo o que ela acreditou um dia ser seu: O amor dele
A noite era longa e no céu estavam às estrelas que um dia foi contemplado por eles, naquele momento de êxtase ele a todo o momento se preocupava em não deixar lacunas e reparar cada ferida aberta e ela ali querendo incessantemente ser completada.
 Por horas se amaram, mas nela ainda havia a sensação de um “amor platônico” muito vago e incompreensivo. Depois de tudo que aconteceu entre eles, mesmo com todos os motivos que os levaram a separação eles estavam ali juntinhos: ele devolvendo o que ela achou ter perdido e ela recebendo tudo com fervor na ânsia de se preencher por completa. Ele chegou de mansinho, sorrateiramente e lhe envolveu com suas juras de amor eterno e ela se entregou sem pensar, sem sentir, sem hesitar em busca de uma resposta ou a solução para seu imenso vazio.
A todo o momento ela permanece em silêncio, tremula... Ele a olha com ternura e diz: “vou cuidar de você.” Ela esboça um sorriso, quase que não acreditando naquilo tudo.
O dia amanheceu e ele a surpreende levando o café na cama com delicias que ela adora.
 Convicta do que estava sentindo ela quebra o silêncio e tenta falar:
“Preciso te dizer algo.”
Antes mesmo de continuar ele a interrompeu:
“Não fale agora. Você precisa se alimentar!”
Quando ele levava uma deliciosa torrada com geléia à boca dela, ela acordou.

 Ela acordou com o mesmo vazio, um vazio de doer o estomago, devido o cansaço ela foi dormir com fome. Levantou foi à cozinha e lá conseguiu acabar com seu tormento.
Recordando o sonho que teve, rindo pra si mesma chegou à conclusão que, sua necessidade era de comer algo e saciar sua fome e que daquele sujeito prepotente, que sempre achou que podia brincar com seus sentimentos, ela já estava cheia e farta
Saiu para o seu trabalho com uma única certeza: Nunca mais iria dormir de estomago vazio
 Ah, aquele amor? Ele já era. Acabou. Ela não sentia mais nada. Todo amor e toda dor foi passageira.

P.S:

“O maior favor que se pode prestar a uma semente é enterrá-la”
Augusto Cury

Ouvindo: Tatuagem- Marjorie Estiano 

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