24 de mar de 2010

Pelas Ruas Que Andei...

Por Edna Lopes






Conhecer uma cidade requer certo envolvimento, disposição. Confesso, não sem remorso, que Curitiba nunca esteve na minha lista de prioridades. Não dá para explicar, mas quem sabe foi pelo distanciamento com minha realidade imediata ou talvez temesse a falta de calor humano como era descrita. “Curitibanos não falam com estranhos”, diz-se à boca pequena...

Como um encontro de amor que se adia para que aconteça em grande estilo, eis que a oportunidade surge e parece que estive ali a minha vida inteira. Recebeu-me calorosa, não só pelos 29 graus da chegada, mas pela recepção dos amigos, os queridos Luiz Andrioli e sua Lóis e a maravilhosa família da querida Rita Jankowski, sua irmã Ana Silvia, sua mãe Lili e o lindinho do Manjericão que tornaram meus dias e noites na bela cidade, inesquecíveis.

Dia desses desabafei numa crônica a minha indignação e tristeza com o centro da minha cidade, Maceió, a capital das Alagoas. Lembrei o espaço urbano como um espaço que também educa e que, infelizmente, estamos longe de qualquer coisa assim parecida.

Destaco aqui que Curitiba educa. Transpira lições de cultura e Arte, meio ambiente preservado, convívio respeitoso com o tradicional e o moderno. Educa e emociona pela beleza de suas calçadas e praças, pelo colorido de suas flores, dos seus parques e monumentos. Alegria enorme em relembrar o Jardim Botânico, a Universidade Livre do Meio Ambiente e a Ópera de Arame, símbolos de uma cidade que certamente tem problemas, mas encanta.

Educa e impressiona pela simplicidade de seu cotidiano de cidade grande que não perdeu o charme, a leveza, o encanto. Alguns nomes de bairros de Curitiba - Bigorrilho, Juvevê, Bacacheri , só para citar alguns - são gostosos de pronunciar com ou sem sotaque. Um destaque para Santa Felicidade e seus restaurantes e para os ótimos cafés por toda a cidade.

Andar pelas ruas de Curitiba é reconhecer, nos detalhes, a influência das várias culturas que as construíram. São alemães, poloneses, ucranianos, italianos, japoneses, entre outros, que marcam presença na arquitetura, na culinária, no jeito de ser curitibano.
Sem contar que, a cada passo, ficava imaginando se encontraria um certo vampiro... não encontrei, mas fiquei sabendo de certa livraria em que, silencioso, frequenta e recebe cartas de leitores.

É. Conhecer uma cidade requer disposição, envolvimento. Garanto que tive os dois e mais: excelentes companhias, gente boa e amorosa que abriu o sorriso e o coração para me acolher, para me mostrar pedacinhos e contar histórias dessa cidade que só quem vive e ama sabe. E eu agradeço cada emoção, cada alegria tatuada na alma pelas ruas que andei.

E, pra variar, selecionei umas fotos. Lugares especiais, pessoas mais que especiais. O que meu olhar viu e se encantou, o seu pode ver também. Obrigada a minha linda amiga Rita pela parceria nas fotos, por generosamente partilhar a casa, os sonhos, a vida. Meu convívio com a família de Luiz e a sua me fez relembrar, emocionada, uma frase atribuída a Vinícius de Moraes : “A gente não faz amigos; reconhece-os.”
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24 de mar de 2010

Pelas Ruas Que Andei...

Por Edna Lopes






Conhecer uma cidade requer certo envolvimento, disposição. Confesso, não sem remorso, que Curitiba nunca esteve na minha lista de prioridades. Não dá para explicar, mas quem sabe foi pelo distanciamento com minha realidade imediata ou talvez temesse a falta de calor humano como era descrita. “Curitibanos não falam com estranhos”, diz-se à boca pequena...

Como um encontro de amor que se adia para que aconteça em grande estilo, eis que a oportunidade surge e parece que estive ali a minha vida inteira. Recebeu-me calorosa, não só pelos 29 graus da chegada, mas pela recepção dos amigos, os queridos Luiz Andrioli e sua Lóis e a maravilhosa família da querida Rita Jankowski, sua irmã Ana Silvia, sua mãe Lili e o lindinho do Manjericão que tornaram meus dias e noites na bela cidade, inesquecíveis.

Dia desses desabafei numa crônica a minha indignação e tristeza com o centro da minha cidade, Maceió, a capital das Alagoas. Lembrei o espaço urbano como um espaço que também educa e que, infelizmente, estamos longe de qualquer coisa assim parecida.

Destaco aqui que Curitiba educa. Transpira lições de cultura e Arte, meio ambiente preservado, convívio respeitoso com o tradicional e o moderno. Educa e emociona pela beleza de suas calçadas e praças, pelo colorido de suas flores, dos seus parques e monumentos. Alegria enorme em relembrar o Jardim Botânico, a Universidade Livre do Meio Ambiente e a Ópera de Arame, símbolos de uma cidade que certamente tem problemas, mas encanta.

Educa e impressiona pela simplicidade de seu cotidiano de cidade grande que não perdeu o charme, a leveza, o encanto. Alguns nomes de bairros de Curitiba - Bigorrilho, Juvevê, Bacacheri , só para citar alguns - são gostosos de pronunciar com ou sem sotaque. Um destaque para Santa Felicidade e seus restaurantes e para os ótimos cafés por toda a cidade.

Andar pelas ruas de Curitiba é reconhecer, nos detalhes, a influência das várias culturas que as construíram. São alemães, poloneses, ucranianos, italianos, japoneses, entre outros, que marcam presença na arquitetura, na culinária, no jeito de ser curitibano.
Sem contar que, a cada passo, ficava imaginando se encontraria um certo vampiro... não encontrei, mas fiquei sabendo de certa livraria em que, silencioso, frequenta e recebe cartas de leitores.

É. Conhecer uma cidade requer disposição, envolvimento. Garanto que tive os dois e mais: excelentes companhias, gente boa e amorosa que abriu o sorriso e o coração para me acolher, para me mostrar pedacinhos e contar histórias dessa cidade que só quem vive e ama sabe. E eu agradeço cada emoção, cada alegria tatuada na alma pelas ruas que andei.

E, pra variar, selecionei umas fotos. Lugares especiais, pessoas mais que especiais. O que meu olhar viu e se encantou, o seu pode ver também. Obrigada a minha linda amiga Rita pela parceria nas fotos, por generosamente partilhar a casa, os sonhos, a vida. Meu convívio com a família de Luiz e a sua me fez relembrar, emocionada, uma frase atribuída a Vinícius de Moraes : “A gente não faz amigos; reconhece-os.”
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