10 de set. de 2009

SÚMULA DA NOVENA ANTROPOFÁGICA EM ALAGOINHAS VELHA

Súmula enviada pelo Prof. Dr. Osmar Moreira, professor de Literatura e coordenador do Mestrado em Crítica Cultural da UNEB - Alagoinhas.
Vamos abraçar esta causa.






Durante os dias 04, 05, 06 e 07 de setembro o Movimento Cultural Alagoinhas Livre e sem Fronteiras, liderado pelo Mestrado em Crítica Cultural, a Figam e o NamWaka, realizou em Alagoinhas Velha uma novena antropofágica, cuja programação geral foi a seguinte: visitas guiadas à instalação dos artistas plásticos Márcia Almeida e LithoSilva; leitura, análise e debate de/sobre cenas estéticas das vanguardas européias e latino-americanas situando, inclusive, o lugar do Parque do Homem Livre em Alagoinhas, como um empreendimento internacional; caminhada cultural pelo bairro apresentando o Reisado de Formoso, povoado do município de Entre Rios; Arrastão cultural, com palavras de desordem, performances e recitais, começando pela Estação São Francisco, passando pelas ruas principais do Cortejo de 7 de setembro, até a Nave Antropofágica (novo nome da Igreja Inacabada de Alagoinhas). Depois de uma “aguada” para lavar a nossa inhaca cultural, e o suor de mais de 3 horas de “marcha”, fizemos uma assembléia geral para avaliar esse ato estético-político.


Eis alguns encaminhamentos gerais, merecendo maior lapidação: 1) retomar linhas da audiência pública, para se construir uma minuta de lei tratando da doação/secção da área do Parque da cidade à FIGAM; 2) construir o site Parque do Homem Livre, traduzido em quatro idiomas, para a rede de contatos internacionais; 3) Fazer ocupações regulares – sobretudo em períodos de lua cheia, da área externa da Nave Antropofágica, para a realização de aulas do mestrado, exposições de arte, festivais de música experimental, oficinas do pensamento político para as crianças do bairro, meditações ao por/nascer da lua e do sol; reuniões de trabalho com autoridades culturais e artísticas; 4) programar marchas culturais estratégicas, envolvendo outros bairros da cidade.


Tais encaminhamentos são decisivos não apenas para ampliar o raio de ação do movimento, mas para tornar factíveis os projetos que temos sonhado e que comporão o Parque do Homem Livre, a saber: P1: restauração da nave antropofágica; P2: infraestrutura da nave antropofágica (imagem-som dramatizando a situação do patrimônio público do Brasil e da América Latina); P3: parque das águas; P4: centro de memórias da luta de comunidades minoritárias: negros, índios, mulheres, gays, trabalhadores; P5: museu do homem livre. Questões de base: a) o que retratar dessa passagem do escravo ao “homem livre” no Brasil? b) o que retratar das contradições do “homem livre” no Brasil; c) que respostas políticas e estéticas (nos 5 continentes) para a dramatização dessas contradições; d) que imagens selecionar das lutas libertárias etc; P6: labirinto de espelhos: lugar de encenação da perda e aquisição da identidade (cada um com um controle na sala de espelhos escolhe/encena sua perda ou seu reencontro); P7: dramatizando a autofagia (obra de LithoSilva: esculturas de restos e ruínas); P8: sala dos jogos de pensamento: baseados na análise combinatória; P9: parque das esculturas vivas (urupembeiras, beijuzeiras, farinheiras, artesãs); P10: escola das ecologias (social, ambiental, mental) – árvores de cada país + mirantes + herbários + forma do ócio primitivo + identidade da biodiversidade da região; P11: túnel das divindades (todos os deuses de diferentes religiões estariam justapostos e em diálogo...); P12: salas das assinaturas e do nome próprio; P13: 8 cinemas de arte (cinematografias das periferias + lugar de exibição dos melhores documentários “mambembes” locais); P14: restaurantes: baseado no naturismo universal, de todas as nações (rigoroso controle nutricional); P15: centro de convenções; P16: casa dos artistas; P17: memória de Alagoinhas; P18: oficinas de arte (literatura, cinema, cerâmica, música); P19: universidade popular (onde os mestres poderão desenvolver seus saberes, repassando-os aos aprendizes interessados).


Pela recepção de vereadores e pessoas que compareceram à Audiência Pública, das centenas de pessoas que frequentaram à Nave Antropofágica durante os quatro dias de novena, e das milhares de pessoas que nos saudaram ao longo do arrastão cultural de 7 de setembro, o Parque do Homem Livre (que também pode ser lido da mulher livre, do ser livre, da diversidade livre, da pessoa livre, da sociedade libertária) já é uma realidade na cabeça e no espírito dos alagoíndios.


A exemplo de Jesus de Nazaré, Karl Marx, Bakunin, Lênin, Gilles Deleuze, Mano Brown, Iraci Gama, o sonho está lançado como uma pequena bomba. Resta-nos recolher os estilhaços e administrar os conflitos nessa luta de afirmar a liberdade e o ser livre como pura transgressão.

3 comentários:

Fernanda Magalhães disse...

Adicionei vc no msn ta?


Obrigada pelo carinho.

Bjos!

Ser em construção disse...

Parabéns pelo blog!!
gostei muito
beijos
Wacinom

aimee disse...

Gostei do seu blog! parabéns! muito bem!

10 de set. de 2009

SÚMULA DA NOVENA ANTROPOFÁGICA EM ALAGOINHAS VELHA

Súmula enviada pelo Prof. Dr. Osmar Moreira, professor de Literatura e coordenador do Mestrado em Crítica Cultural da UNEB - Alagoinhas.
Vamos abraçar esta causa.






Durante os dias 04, 05, 06 e 07 de setembro o Movimento Cultural Alagoinhas Livre e sem Fronteiras, liderado pelo Mestrado em Crítica Cultural, a Figam e o NamWaka, realizou em Alagoinhas Velha uma novena antropofágica, cuja programação geral foi a seguinte: visitas guiadas à instalação dos artistas plásticos Márcia Almeida e LithoSilva; leitura, análise e debate de/sobre cenas estéticas das vanguardas européias e latino-americanas situando, inclusive, o lugar do Parque do Homem Livre em Alagoinhas, como um empreendimento internacional; caminhada cultural pelo bairro apresentando o Reisado de Formoso, povoado do município de Entre Rios; Arrastão cultural, com palavras de desordem, performances e recitais, começando pela Estação São Francisco, passando pelas ruas principais do Cortejo de 7 de setembro, até a Nave Antropofágica (novo nome da Igreja Inacabada de Alagoinhas). Depois de uma “aguada” para lavar a nossa inhaca cultural, e o suor de mais de 3 horas de “marcha”, fizemos uma assembléia geral para avaliar esse ato estético-político.


Eis alguns encaminhamentos gerais, merecendo maior lapidação: 1) retomar linhas da audiência pública, para se construir uma minuta de lei tratando da doação/secção da área do Parque da cidade à FIGAM; 2) construir o site Parque do Homem Livre, traduzido em quatro idiomas, para a rede de contatos internacionais; 3) Fazer ocupações regulares – sobretudo em períodos de lua cheia, da área externa da Nave Antropofágica, para a realização de aulas do mestrado, exposições de arte, festivais de música experimental, oficinas do pensamento político para as crianças do bairro, meditações ao por/nascer da lua e do sol; reuniões de trabalho com autoridades culturais e artísticas; 4) programar marchas culturais estratégicas, envolvendo outros bairros da cidade.


Tais encaminhamentos são decisivos não apenas para ampliar o raio de ação do movimento, mas para tornar factíveis os projetos que temos sonhado e que comporão o Parque do Homem Livre, a saber: P1: restauração da nave antropofágica; P2: infraestrutura da nave antropofágica (imagem-som dramatizando a situação do patrimônio público do Brasil e da América Latina); P3: parque das águas; P4: centro de memórias da luta de comunidades minoritárias: negros, índios, mulheres, gays, trabalhadores; P5: museu do homem livre. Questões de base: a) o que retratar dessa passagem do escravo ao “homem livre” no Brasil? b) o que retratar das contradições do “homem livre” no Brasil; c) que respostas políticas e estéticas (nos 5 continentes) para a dramatização dessas contradições; d) que imagens selecionar das lutas libertárias etc; P6: labirinto de espelhos: lugar de encenação da perda e aquisição da identidade (cada um com um controle na sala de espelhos escolhe/encena sua perda ou seu reencontro); P7: dramatizando a autofagia (obra de LithoSilva: esculturas de restos e ruínas); P8: sala dos jogos de pensamento: baseados na análise combinatória; P9: parque das esculturas vivas (urupembeiras, beijuzeiras, farinheiras, artesãs); P10: escola das ecologias (social, ambiental, mental) – árvores de cada país + mirantes + herbários + forma do ócio primitivo + identidade da biodiversidade da região; P11: túnel das divindades (todos os deuses de diferentes religiões estariam justapostos e em diálogo...); P12: salas das assinaturas e do nome próprio; P13: 8 cinemas de arte (cinematografias das periferias + lugar de exibição dos melhores documentários “mambembes” locais); P14: restaurantes: baseado no naturismo universal, de todas as nações (rigoroso controle nutricional); P15: centro de convenções; P16: casa dos artistas; P17: memória de Alagoinhas; P18: oficinas de arte (literatura, cinema, cerâmica, música); P19: universidade popular (onde os mestres poderão desenvolver seus saberes, repassando-os aos aprendizes interessados).


Pela recepção de vereadores e pessoas que compareceram à Audiência Pública, das centenas de pessoas que frequentaram à Nave Antropofágica durante os quatro dias de novena, e das milhares de pessoas que nos saudaram ao longo do arrastão cultural de 7 de setembro, o Parque do Homem Livre (que também pode ser lido da mulher livre, do ser livre, da diversidade livre, da pessoa livre, da sociedade libertária) já é uma realidade na cabeça e no espírito dos alagoíndios.


A exemplo de Jesus de Nazaré, Karl Marx, Bakunin, Lênin, Gilles Deleuze, Mano Brown, Iraci Gama, o sonho está lançado como uma pequena bomba. Resta-nos recolher os estilhaços e administrar os conflitos nessa luta de afirmar a liberdade e o ser livre como pura transgressão.

3 comentários:

Fernanda Magalhães disse...

Adicionei vc no msn ta?


Obrigada pelo carinho.

Bjos!

Ser em construção disse...

Parabéns pelo blog!!
gostei muito
beijos
Wacinom

aimee disse...

Gostei do seu blog! parabéns! muito bem!