16 de set de 2009

QUANTO VALE UMA VIDA?


“O destino dos animais é muito mais importante para mim do que o medo de parecer ridículo”

(Emile Zola)


Há pessoas que em certos momentos na vida se sentem intocáveis, invencíveis, nada e nem ninguém poderá atingi-las. Criam uma força artificial, sem querer se tornam egoístas quando pronunciam a famosa frase: “Primeiro eu, segundo eu e terceiro eu”. Será que realmente são seres racionais? Basta tudo está dando certo na vida para começar achar que são reis! Será preciso cair para perceber que somos capazes de machucar e abrir grandes feridas? Não é preciso sofrer apenas uma vez para não sofrer mais! Não há resistência! Não há anticorpos! Ninguém esta imune ao sofrimento! Pessoas que passam a vida tentando se mostrar resistente a tristeza, acreditando que á vida lhes ensinou que uma vez sofreu, não sofrerá mais, são “castelos de areia”: Não precisa muito para desabar!

HÁ duas semanas eu desabei, eu que nunca imaginei chegar aonde cheguei por causa de um animal me vi em total desespero!

Há 5 meses crio um gato siamês o qual dei o nome de Léo amado por todos até pela vizinhança, pois o pulguento andava pela vizinhança para fazer uma boquinha

Dia 1 de setembro ele foi atropelado, eu estava em casa quando ouvir uma gritaria na rua era meus vizinhos me chamando, quando corri para ver o que tinha acontecido ao abrir a porta lá estava ele subindo as escadas com o olhar fixado no meu, miando desesperadamente se arrastando em minha direção. Senti-me impotente, desesperada o peguei no colo e me esvai em lágrimas. Eu que sempre me mostrei forte, sempre procurei nunca demonstrar meus momentos de fraqueza, percebi o quanto era sensível e frágil.

Chorei! E não tinha vergonha de chorar por ele!

Chorei que soluçava, pois mesmo sendo um animal era uma vida a qual eu amava muito!

O acidente foi grave ele teve fratura exposta, o levei a uma clinica veterinária quando o veterinário me passou o orçamento entre procedimento de emergência e cirurgia foi um choque, não conseguir conter as lagrima ou eu pagava ou ele morria! Mas pagar como eu não tinha todo aquele valor? Bateu-me o desespero eu não podia deixar sacrificá-lo. Naquele momento esqueci a famosa frase: “Primeiro eu, depois eu e terceiro eu” e decidir por: “Primeiro a vida”. Com a ajuda da minha amiga Cleide que esta sendo um anjo na minha vida, conseguir efetuar o pagamento no cartão dela, sendo assim a cirurgia poderia ser autorizada.

Hoje ele está bem, se recuperando e o mais importante: está vivo!

Deixei todo meu orgulho de lado, recorri a muitos para pedir ajuda, ouvir vários “não”, não tenho mais vergonha de chorar, não uso mais aquela imagem de super poderosa, vivo somente de sentimentos verdadeiros sejam eles de dor, alegria ou tristeza. Não tenho mais medo de sofrer o sofrimento nos enriquece espiritualmente, nos faz enxergar a vida de forma mais simples e humilde.

Recebi muitas criticas devido o valor pago por todo procedimento médico, mas não me arrependo, faria tudo de novo, eu não podia deixá-lo morrer e se á vida dele estava em minhas mãos decidi que ela era mais importante que qualquer quantia.

Não foi preciso um animal ter sido atropelado para eu dar importância para a vida, foi preciso tê-la em minhas mãos para dar um novo sentido para ela. Não importa se é animal ou humano, o importante é a vida e na maioria das vezes sem notar acabamos com ela, mesmo sem precisar morrer.

Não tenhamos medo de amar ou de ser feliz, pois com tudo se o sofrimento veio foi apenas conseqüência, mas o importante de tudo é sermos nós mesmos, assumir que somos frágeis e nunca se sentir ridículo por um gesto de amor e compaixão seja ele por um animal ou por um ser humano.

A vida não tem preço! Ela tem seu próprio valor incondicional.


Postar um comentário

16 de set de 2009

QUANTO VALE UMA VIDA?


“O destino dos animais é muito mais importante para mim do que o medo de parecer ridículo”

(Emile Zola)


Há pessoas que em certos momentos na vida se sentem intocáveis, invencíveis, nada e nem ninguém poderá atingi-las. Criam uma força artificial, sem querer se tornam egoístas quando pronunciam a famosa frase: “Primeiro eu, segundo eu e terceiro eu”. Será que realmente são seres racionais? Basta tudo está dando certo na vida para começar achar que são reis! Será preciso cair para perceber que somos capazes de machucar e abrir grandes feridas? Não é preciso sofrer apenas uma vez para não sofrer mais! Não há resistência! Não há anticorpos! Ninguém esta imune ao sofrimento! Pessoas que passam a vida tentando se mostrar resistente a tristeza, acreditando que á vida lhes ensinou que uma vez sofreu, não sofrerá mais, são “castelos de areia”: Não precisa muito para desabar!

HÁ duas semanas eu desabei, eu que nunca imaginei chegar aonde cheguei por causa de um animal me vi em total desespero!

Há 5 meses crio um gato siamês o qual dei o nome de Léo amado por todos até pela vizinhança, pois o pulguento andava pela vizinhança para fazer uma boquinha

Dia 1 de setembro ele foi atropelado, eu estava em casa quando ouvir uma gritaria na rua era meus vizinhos me chamando, quando corri para ver o que tinha acontecido ao abrir a porta lá estava ele subindo as escadas com o olhar fixado no meu, miando desesperadamente se arrastando em minha direção. Senti-me impotente, desesperada o peguei no colo e me esvai em lágrimas. Eu que sempre me mostrei forte, sempre procurei nunca demonstrar meus momentos de fraqueza, percebi o quanto era sensível e frágil.

Chorei! E não tinha vergonha de chorar por ele!

Chorei que soluçava, pois mesmo sendo um animal era uma vida a qual eu amava muito!

O acidente foi grave ele teve fratura exposta, o levei a uma clinica veterinária quando o veterinário me passou o orçamento entre procedimento de emergência e cirurgia foi um choque, não conseguir conter as lagrima ou eu pagava ou ele morria! Mas pagar como eu não tinha todo aquele valor? Bateu-me o desespero eu não podia deixar sacrificá-lo. Naquele momento esqueci a famosa frase: “Primeiro eu, depois eu e terceiro eu” e decidir por: “Primeiro a vida”. Com a ajuda da minha amiga Cleide que esta sendo um anjo na minha vida, conseguir efetuar o pagamento no cartão dela, sendo assim a cirurgia poderia ser autorizada.

Hoje ele está bem, se recuperando e o mais importante: está vivo!

Deixei todo meu orgulho de lado, recorri a muitos para pedir ajuda, ouvir vários “não”, não tenho mais vergonha de chorar, não uso mais aquela imagem de super poderosa, vivo somente de sentimentos verdadeiros sejam eles de dor, alegria ou tristeza. Não tenho mais medo de sofrer o sofrimento nos enriquece espiritualmente, nos faz enxergar a vida de forma mais simples e humilde.

Recebi muitas criticas devido o valor pago por todo procedimento médico, mas não me arrependo, faria tudo de novo, eu não podia deixá-lo morrer e se á vida dele estava em minhas mãos decidi que ela era mais importante que qualquer quantia.

Não foi preciso um animal ter sido atropelado para eu dar importância para a vida, foi preciso tê-la em minhas mãos para dar um novo sentido para ela. Não importa se é animal ou humano, o importante é a vida e na maioria das vezes sem notar acabamos com ela, mesmo sem precisar morrer.

Não tenhamos medo de amar ou de ser feliz, pois com tudo se o sofrimento veio foi apenas conseqüência, mas o importante de tudo é sermos nós mesmos, assumir que somos frágeis e nunca se sentir ridículo por um gesto de amor e compaixão seja ele por um animal ou por um ser humano.

A vida não tem preço! Ela tem seu próprio valor incondicional.


Postar um comentário