6 de out de 2012

Uma interrogação..

E lá estava aquela mulher sentada em um banco da praça, roupas sujas, cheia de sacolas velhas... Comia uma refeição em um pote de sorvete, garfo de plástico... Seria sua única refeição do dia?- Eu me perguntava observando aquela moradora de rua. Ao mesmo tempo eu me indignava como alguém poderia chegar àquela situação. Ela comia desesperadamente, tirou uma garrafinha de água de uma das sacolas e bebeu. Eu me mantive em pé de longe a espera do ônibus para ir pra casa, observando fixamente eu sentir vontade de ir até ela, mas me contive... Eu queria ajudar... Sei lá. O que mais me chamou atenção foi que dois cachorros se aproximaram, e aquela senhora pela forma que se alimentava velozmente, parecendo muito faminta, dividiu sua comida com os cachorros.
Às vezes somos tão mesquinhos e egoístas por tão pouco, somos cheios de soberbas, tomados pelo ego do conhecimento, “sabedoria” nos tornando tão arrogantes com ar de superioridade... E aquela senhora em seu pequeno mundo tornou-se tão grandiosa com seu simples e humilde gesto... E eu me senti tão pequena diante aquela cena. Por que razão? De nada valerá explicação se cada ser humano habita em seus devidos mundo chamado “EU”, sendo assim cada um entenderá por si só.
Quanto a minha indignação pela situação em que se encontrava aquela mulher, é não aceitar que tanto eu quanto qualquer ser humano pode sim chegar a esse ponto... É a cegueira humana levada por nossas vidas padronizadas, achando que somos inatingíveis... Na verdade somos covardes inadmissíveis por nós mesmo, camuflados de uma fantasia ilusória por virtudes na maioria das vezes forçada... E há aqueles que se garantem por ter dinheiro... E há aqueles que se acham por saber de mais, mas esquecem de que sabedoria não tem nada a ver com conhecimento; Conhecimento ajuda a ganhar a vida, sabedoria ajuda a construir uma vida. São poucos que constrói...
Ao observar aquela cena muita coisa passou pela minha cabeça... Estamos sujeitos a tudo nesta vida, desde a construção e realização dos nossos sonhos, até o desmoronamento dele... E há aqueles que se vale do oportunismo... E há aqueles que se vale da hipocrisia, golpes baixos, violência, poder... E há aqueles que se valem do amor alheio que não merece ter...
Me indigno de mim mesma... Não fui até aquela mulher por que tanto eu como muitos vivi de “se”, e “se isso” e “se aquilo”, e “se aquilo outro”... E nisso deixamos de agir, de fazer, de saber... Simplesmente mera e pura covardia humana disfarçada.
Conclusão: Devemos aprimorar o nosso ser se é que queremos nos tornar melhores como seres humanos... 
Uma interrogação: Será que há ainda esperança para um mundo melhor... Para todos nós diante a quem somos na realidade?
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6 de out de 2012

Uma interrogação..

E lá estava aquela mulher sentada em um banco da praça, roupas sujas, cheia de sacolas velhas... Comia uma refeição em um pote de sorvete, garfo de plástico... Seria sua única refeição do dia?- Eu me perguntava observando aquela moradora de rua. Ao mesmo tempo eu me indignava como alguém poderia chegar àquela situação. Ela comia desesperadamente, tirou uma garrafinha de água de uma das sacolas e bebeu. Eu me mantive em pé de longe a espera do ônibus para ir pra casa, observando fixamente eu sentir vontade de ir até ela, mas me contive... Eu queria ajudar... Sei lá. O que mais me chamou atenção foi que dois cachorros se aproximaram, e aquela senhora pela forma que se alimentava velozmente, parecendo muito faminta, dividiu sua comida com os cachorros.
Às vezes somos tão mesquinhos e egoístas por tão pouco, somos cheios de soberbas, tomados pelo ego do conhecimento, “sabedoria” nos tornando tão arrogantes com ar de superioridade... E aquela senhora em seu pequeno mundo tornou-se tão grandiosa com seu simples e humilde gesto... E eu me senti tão pequena diante aquela cena. Por que razão? De nada valerá explicação se cada ser humano habita em seus devidos mundo chamado “EU”, sendo assim cada um entenderá por si só.
Quanto a minha indignação pela situação em que se encontrava aquela mulher, é não aceitar que tanto eu quanto qualquer ser humano pode sim chegar a esse ponto... É a cegueira humana levada por nossas vidas padronizadas, achando que somos inatingíveis... Na verdade somos covardes inadmissíveis por nós mesmo, camuflados de uma fantasia ilusória por virtudes na maioria das vezes forçada... E há aqueles que se garantem por ter dinheiro... E há aqueles que se acham por saber de mais, mas esquecem de que sabedoria não tem nada a ver com conhecimento; Conhecimento ajuda a ganhar a vida, sabedoria ajuda a construir uma vida. São poucos que constrói...
Ao observar aquela cena muita coisa passou pela minha cabeça... Estamos sujeitos a tudo nesta vida, desde a construção e realização dos nossos sonhos, até o desmoronamento dele... E há aqueles que se vale do oportunismo... E há aqueles que se vale da hipocrisia, golpes baixos, violência, poder... E há aqueles que se valem do amor alheio que não merece ter...
Me indigno de mim mesma... Não fui até aquela mulher por que tanto eu como muitos vivi de “se”, e “se isso” e “se aquilo”, e “se aquilo outro”... E nisso deixamos de agir, de fazer, de saber... Simplesmente mera e pura covardia humana disfarçada.
Conclusão: Devemos aprimorar o nosso ser se é que queremos nos tornar melhores como seres humanos... 
Uma interrogação: Será que há ainda esperança para um mundo melhor... Para todos nós diante a quem somos na realidade?
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