5 de dez de 2011

Minha visão peculiar


"A felicidade tem como caracteristica uma visão pessoal, dos reais valores nesta vida."
Renato Abreu


Mais de uma hora olhando para este espaço em branco tentando escrever algo, nada vem a minha mente. Ouço uma canção: “companheiro” na voz de Maria Eugenia...
Fico aqui pensando, tentando resolver uma incógnita, uma não, varias: Se eu devo prestar mais atenção em mim ou em minha volta, se devo ouvir a razão ou o coração se eu devo ouvir os outros ou a mim mesma, Se eu sigo o caminho que traço ou o que os outros querem que eu siga.
Muitas pessoas falam que eu não enxergo as coisas como deveria, mas o que eu deveria enxergar? Nem todos enxergam com os mesmo olhos, ninguém ver as coisas de maneira igual, podem até ver, mas não com os mesmo sentimentos.
Deus foi tão minucioso aos nos criar, vejam nossos polegares, suas digitais, consegue encontrar outro igual? Não! Claro que não! Ninguém é igual a ninguém. Cada um de nós possuiu nossa própria identidade, índole, caráter. A forma de ver, viver a vida, encara-la, superar os problemas é individual, claro que tentamos de alguma forma ajudar uns aos outros, mas não queiramos que os outros pensem, age, vejam e decida como nós, isso é impossível. Podemos sim, não concordar com certas atitudes, mas é importante respeitar os sentimentos, lembrando que, dar conselhos é uma coisa, apontar o dedo na cara é outra coisa.
O Pior mesmo é quando tentam nos convencer de que somos culpados por tudo.
... Não quero enxergar nada do que enxergam, não quero ouvir mais nada de mal que dizem por ai de mim, não quero saber de nada, só quero saber de mim. Quero ser eu mesma. Não quero enlouquecer nesta loucura chamada “humanidade”, trate-me como um animal irracional, um réptil, um inseto, mas não queira ser mais humana que eu. Quer saber? Esquece que sou humana... O ser humano é complicado, e eu não estou aqui para complicar nada.
Nem mesmo arrancando meus polegares ou todos os dedos das minhas mãos serei igual a ninguém, não perderei minha identidade, não deixarei de ser quem eu sou. Não me culpem pelo o mal alheio nem pelo o meu próprio mal, deixa que eu cuide disso, sei assumir meus próprios erros e não preciso de uma cartilha me ensinando a enxerga, a sentir, a encarar os fatos e a vida.
Posso parecer ingênua, boba, fútil, infantil... Não perderei meu tempo tentando prova o que não sou, pois é assim que seus olhos me veem, e sendo assim nada posso fazer, mas também nem tente me provar  que sou, pois não é assim que me vejo. O espelho, ele reflete somente a nossa imagem, e não a nossa essência, nosso “EU” interior, então não queira que eu me espelhe em você, somos diferentes, será que você não vê? Se nem você consegue ver, por que insiste que eu enxergue algo?
Se não sou capaz de sozinha mudar o mundo para melhor, saiba que sou capaz de mudar o meu mundo interior, pois esse é meu e ninguém toca.
Quando um vendaval de sentimentos me toma, somente eu posso trazer a calmaria, somente eu posso consertar o estrago que eu me permitir estar. Tenho consciência dos meus atos, se bom ou ruim, só eu posso mudar.
Não queira cegar-me com sua sua visão, permita-me enxergar com as minhas...
Não sei com que olhos verão esta postagem, se alguém tomará para si... Digo-lhes apenas que não devaneie com meus devaneios... Sejam apenas felizes.
Não vejo mais espaços em Brancos... Eis que traço os meus sentimentos... Minhas verdades que talvez não sejam as suas, nem a sua visão dos fatos. Afinal a vida, a visão, é tudo muito peculiar!

PS:

 Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura...

Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe
de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos
nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.
(Alberto Caeiro)
Ouvindo:

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5 de dez de 2011

Minha visão peculiar


"A felicidade tem como caracteristica uma visão pessoal, dos reais valores nesta vida."
Renato Abreu


Mais de uma hora olhando para este espaço em branco tentando escrever algo, nada vem a minha mente. Ouço uma canção: “companheiro” na voz de Maria Eugenia...
Fico aqui pensando, tentando resolver uma incógnita, uma não, varias: Se eu devo prestar mais atenção em mim ou em minha volta, se devo ouvir a razão ou o coração se eu devo ouvir os outros ou a mim mesma, Se eu sigo o caminho que traço ou o que os outros querem que eu siga.
Muitas pessoas falam que eu não enxergo as coisas como deveria, mas o que eu deveria enxergar? Nem todos enxergam com os mesmo olhos, ninguém ver as coisas de maneira igual, podem até ver, mas não com os mesmo sentimentos.
Deus foi tão minucioso aos nos criar, vejam nossos polegares, suas digitais, consegue encontrar outro igual? Não! Claro que não! Ninguém é igual a ninguém. Cada um de nós possuiu nossa própria identidade, índole, caráter. A forma de ver, viver a vida, encara-la, superar os problemas é individual, claro que tentamos de alguma forma ajudar uns aos outros, mas não queiramos que os outros pensem, age, vejam e decida como nós, isso é impossível. Podemos sim, não concordar com certas atitudes, mas é importante respeitar os sentimentos, lembrando que, dar conselhos é uma coisa, apontar o dedo na cara é outra coisa.
O Pior mesmo é quando tentam nos convencer de que somos culpados por tudo.
... Não quero enxergar nada do que enxergam, não quero ouvir mais nada de mal que dizem por ai de mim, não quero saber de nada, só quero saber de mim. Quero ser eu mesma. Não quero enlouquecer nesta loucura chamada “humanidade”, trate-me como um animal irracional, um réptil, um inseto, mas não queira ser mais humana que eu. Quer saber? Esquece que sou humana... O ser humano é complicado, e eu não estou aqui para complicar nada.
Nem mesmo arrancando meus polegares ou todos os dedos das minhas mãos serei igual a ninguém, não perderei minha identidade, não deixarei de ser quem eu sou. Não me culpem pelo o mal alheio nem pelo o meu próprio mal, deixa que eu cuide disso, sei assumir meus próprios erros e não preciso de uma cartilha me ensinando a enxerga, a sentir, a encarar os fatos e a vida.
Posso parecer ingênua, boba, fútil, infantil... Não perderei meu tempo tentando prova o que não sou, pois é assim que seus olhos me veem, e sendo assim nada posso fazer, mas também nem tente me provar  que sou, pois não é assim que me vejo. O espelho, ele reflete somente a nossa imagem, e não a nossa essência, nosso “EU” interior, então não queira que eu me espelhe em você, somos diferentes, será que você não vê? Se nem você consegue ver, por que insiste que eu enxergue algo?
Se não sou capaz de sozinha mudar o mundo para melhor, saiba que sou capaz de mudar o meu mundo interior, pois esse é meu e ninguém toca.
Quando um vendaval de sentimentos me toma, somente eu posso trazer a calmaria, somente eu posso consertar o estrago que eu me permitir estar. Tenho consciência dos meus atos, se bom ou ruim, só eu posso mudar.
Não queira cegar-me com sua sua visão, permita-me enxergar com as minhas...
Não sei com que olhos verão esta postagem, se alguém tomará para si... Digo-lhes apenas que não devaneie com meus devaneios... Sejam apenas felizes.
Não vejo mais espaços em Brancos... Eis que traço os meus sentimentos... Minhas verdades que talvez não sejam as suas, nem a sua visão dos fatos. Afinal a vida, a visão, é tudo muito peculiar!

PS:

 Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura...

Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe
de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos
nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.
(Alberto Caeiro)
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